sexta-feira, 19 de abril de 2013

sementes que dão fruto

Uma sementinha de trigo que cai na terra e morre, essa é a que dará fruto. A semente que é preservada,  embalada, envolta em saquinhos plásticos continuará sendo apenas uma semente.


Digo-lhes verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. Aquele que ama a sua vida, a perderá; ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservará para a vida eterna. Quem me serve precisa seguir-me; e, onde estou, o meu servo também estará. Aquele que me serve, meu Pai o honrará. 
João 12:24-26

A sementinha é nossa vida; a terra é nosso mundo.

E esse morrer é para o pecado e para os desejos malignos do um coração pecador, não é morrer para a própria personalidade, não é ser arrebatado do mundo em que se vive. Você continuará sendo você, e sem nenhum mérito na salvação.

Não adianta "matar" o seu tempo indo à igreja ou cumprindo compromissos religiosos, querendo preservar a sementinha, guardada, longe dos perigos deste mundo mal, como diria o tradicionalismo. O que realmente importa não é responder à lista de chamada em todos os cultos, é um coração contrito, que se arrepende do pecado e continua a se arrepender cada vez que peca. Um coração que deseja ser preenchido pelo Espírito Santo e assassinar todo o pecado que corroi a vida plena. Sair do saquinho plástico, morrer para o mundo, mas estando no mundo, oferecendo, por consequência, frutos ao mundo.

Um coração que serve e segue a Jesus morre para o próprio ego. Todos os dias. Constantemente.

Ir à igreja todos os domingos, cantar no coral, liderar jovens cristãos, participar das reuniões da igreja durante a semana, nada disso constroi uma escada para o céu. E nem é este o ensaio para o louvor eterno. Esse louvor começa no coração, transbordando do Espírito Santo, alegrando-se em Jesus, contemplando a criação do Pai.

A única travessia para o céu é através da cruz de Cristo. E esse desejo de ser igual a ele e segui-lo consegue-se enxergar nos olhos e nos corações de alguns. Nem todos estes participam do coral ou estão nos cultos do meio da semana, tradicionais em nossas igrejas. Alguns estão estudando, trabalhando, cultivando relacionamentos, vivendo neste mundo e testemunhando a mudança proporcionada por Jesus em suas vidas. Eles pecam, é verdade. Mas eles estão morrendo aos poucos, diminuindo aos poucos, e Jesus está crescendo e sendo glorificado através dessas vidas. Eles entendem, que não têm nenhum mérito na salvação, que todos os dias ao acordar necessitam mais de Jesus, não apenas aos domingos. Eles concordam que a comunhão com os santos é importante, é prazerosa! Participar de uma igreja é benção de Deus, não estão sozinhos!

Mas logo chegam alguns cobrando, dizendo: "O que você está fazendo? Cuide de sua vida, preserve-a, ame-a, olhe este saquinho plástico, fique aqui dentro e será salvo!" Como se perder a sua personalidade também fizesse parte do pacote. Como se toda a criação de Deus devesse ser igual. Deus é criativo, ele nos fez diferentes! Alguns cantam, outros dançam. Ainda tem outros, que tocam músicas. E outros! Quanta beleza na diversidade! E todos são igreja.

Infelizmente, não são todos dentro das nossas igrejas que demonstram ódio à própria vida; alguns ainda estão muito ocupados em não faltar em nenhum "ensaio para a eternidade", guardando seus corações como uma sementinha de trigo em sacolinhas, longe da umidade e da luz, cuidando para que não caiam na terra e morram. Estão ocupados alcançando a salvação que já foi entregue de graça, por amor.

Feliz é encontrar-se e reunir-se com os que não se importam com a sua aparência, mas sim com a sua essência. Esses que estão diminuindo e ficam feliz em te ver diminuindo. Esses que são sementes germinando na terra. Esses que se importam com você todos os dias de forma igual, não só aos domingos ou quando há eventos na igreja. Esses que se entristecem ao ver sementinhas presas dentro de saquinhos plásticos. Esses que querem seguir a Jesus, não aprisioná-lo.

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão.